LWSA, Positivo e Ourofino avaliam saída da B3, dizem fontes
Empresas consideram deixar a B3 devido à Selic alta e baixa valorização das ações. O mercado acionário perde empresas e IPOs seguem escassos
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Segundo a Bloomberg News, as empresas LWSA, Positivo e Ourofino estudam deixar a B3. A alta da Selic e a instabilidade política reduzem o interesse no mercado acionário, impactando o volume de negociações e os valuations.
Empresas seguem tendência de saída da B3
Nos últimos anos, diversas empresas deixaram a bolsa brasileira, impactadas pelos juros elevados e pela menor atratividade das ações. Atualmente, 429 empresas estão listadas na B3, abaixo das 463 registradas em 2021. Ainda de acordo com o site, metade das saídas no período ocorreu em 2024.
Segundo fontes ouvidas pela Bloomberg News, as empresas LWSA (LWSA3), a Ourofino (OFSA3) e a Positivo Tecnologia (POSI3) ainda avaliam a decisão final.
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Atacadão e Eletromídia também devem deixar a bolsa
O Carrefour planeja fechar o capital do Atacadão (CRFB3) ao adquirir todas as ações da subsidiária. A Globo, por sua vez, tenta retirar a Eletromídia (ELMD3) da bolsa após sua aquisição em novembro.
A Cielo foi um dos casos recentes de deslistagem, após uma oferta pública de seus acionistas controladores. Outras companhias menores também buscam alternativas fora do mercado acionário.
Valuations baixos desestimulam empresas a permanecerem na bolsa
As ações brasileiras são negociadas, em média, a 7,13 vezes seus lucros acumulados em 12 meses, abaixo da média histórica de 10,06 vezes. Esse número é ainda menor que o índice MSCI de mercados emergentes, que opera a 12,46 vezes.
Esse cenário também ocorre no México, onde o bilionário Ricardo Salinas Pliego busca retirar o Grupo Elektra do mercado após uma grande desvalorização das ações.
Volume de negociação cai e empresas recorrem a recompras
O volume médio diário de negociação no Ibovespa caiu para R$ 23,9 bilhões em 2024, comparado aos R$ 33,2 bilhões em 2021.
Para manter suas ações atrativas, empresas na bolsa intensificam programas de recompra e distribuição de dividendos. Em 2023, o número de programas de recompra foi o maior desde 2008.
Procuradas para comentar o assunto, LWSA e Positivo não responderam até o fechamento desta matéria. A Ourofino informou à Nord que "desconhece as informações mencionadas" e não fez comentários adicionais.
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